A promessa de isentar o Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) para quem recebe até R$ 5 000 por mês foi um dos pontos mais comentados da reforma tributária aprovada em 2025. No entanto, essa medida ainda não está em vigor para a declaração do IR que está sendo entregue em 2026 – pois o benefício só começa a valer para rendimentos recebidos a partir de janeiro de 2026, ou seja, fará efeito na declaração de 2027.
Isso significa que, mesmo que sua renda mensal esteja dentro dessa faixa, você pode precisar declarar o Imposto de Renda em 2026, dependendo dos seus rendimentos e outros critérios estabelecidos pela Receita Federal.
Por que a isenção de até R$5.000 ainda não vale para o IR 2026?
A mudança na tabela do Imposto de Renda, que amplia a faixa de isenção para até R$5.000 por mês – e cria uma redução gradual para rendimentos até cerca de R$7.350 – está prevista para ser aplicada no cálculo de imposto sobre rendimentos a partir de janeiro de 2026.
No entanto, a declaração entregue em 2026 ainda se refere aos rendimentos do ano‑base 2025, quando a faixa de isenção ainda era menor. Ou seja, o benefício não impacta a forma como esta declaração deve ser feita.
Quem precisa declarar IRPF em 2026
Mesmo com a mudança tributária em andamento, os critérios de obrigatoriedade de declaração para 2026 seguem em vigor de acordo com as regras tradicionais. São obrigados a declarar, entre outros:
- Quem recebeu rendimentos tributáveis superiores ao limite anual definido pela Receita Federal (incluindo salários, pró‑labore, aluguéis, etc.);
- Quem teve ganho de capital na venda de bens ou realizou operações em bolsas de valores;
- Quem possuía bens ou direitos que ultrapassaram determinado valor no fim do ano‑base;
- Quem recebeu rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima de um determinado patamar.
Esses critérios permanecem como referência para a declaração de 2026, independentemente da nova regra de isenção que ainda não está em vigor para este exercício.
E os que ganham até R$5.000 por mês?
Mesmo que sua renda mensal esteja dentro da faixa que promete ser isenta de imposto em 2026:
- Você ainda pode precisar declarar Imposto de Renda em 2026;
- Você não está automaticamente isento de declarar apenas por ganhar até R$5.000 por mês neste ano‑base (2025).
Isso ocorre porque a declaração do IRPF considera toda a soma de rendimentos do ano anterior, e não apenas a faixa mensal isolada. Além disso, a nova regra de isenção ainda não está implantada para o cálculo da declaração entregue em 2026.
O que fica igual e o que muda com a reforma
O que ainda segue igual em 2026
- A obrigação de declarar segue os critérios tradicionais de rendimentos, bens e ganhos de capital.
- A declaração de 2026 ainda está baseada nos rendimentos de 2025, antes da mudança do IR começar a valer.
O que vai mudar futuramente
- A nova faixa de isenção de até R$5.000 por mês começa a valer para rendimentos a partir de janeiro de 2026, e será refletida na declaração de 2027.
- Haverá também redução progressiva para rendas até cerca de R$ 7.350 mensais, diminuindo o imposto devido na fonte para essa faixa.
Cuidados para evitar erros na declaração de 2026
Para fazer sua declaração sem erros, considere:
- Organizar todos os informes de rendimento emitidos por empresas, bancos ou fontes pagadoras;
- Reunir comprovantes de deduções válidas (saúde, educação, dependentes);
- Separar ganhos de capital e rendimentos não tributáveis, para garantir que todas as informações sejam declaradas corretamente;
- Atentar‑se ao prazo oficial de entrega, que vai até o fim de maio de 2026 (geralmente 29 de maio)
Quem deseja reduzir dúvidas e evitar inconsistências pode contar com o apoio de um contador especializado da Tecol, que ajuda a identificar quais rendimentos devem ser incluídos e como maximizar deduções legais.
Mesmo com a reforma tributária e a promessa de isenção para quem ganha até R$5.000, essa regra não se aplica à declaração de IR de 2026 – que ainda considera os rendimentos do ano anterior. Por isso:
📌 Quem ganha até R$5.000 por mês pode sim precisar declarar o IR em 2026, dependendo dos seus rendimentos totais e outras regras da Receita Federal.
Planejamento e organização das informações fiscais são essenciais para uma declaração correta e sem dores de cabeça.





